Com crescimento expressivo nos negócios com o México, Peru, Chile, África do Sul e Paraguai a indústria automobilística brasileira continua expandido suas exportações em número de unidades. No acumulado do ano desempenho positivo de 16,9%, com 333 mil unidades exportadas até outubro, ante 284,8 mil nos primeiros dez meses de 2014. Em outubro as vendas para o Exterior atingiram 39,8 mil veículos, crescimento de 69,2% sobre o mesmo mês do ano passado e de 18,7% sobre setembro.

Ao divulgar o balanço do setor na sexta-feira, 6, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, fez questão de destacar que a entidade continua buscando novos parceiros externos para incrementar os negócios da indústria brasileira: “Na semana passada uma missão da Anfavea esteve no Irã para discutir a possiblidade de um acordo bilateral. E acreditamos que ainda este mês haja avanços nas negociações com a Comunidade Europeia”.
De acordo com Moan, os índices de crescimento nas vendas para países com os quais o Brasil mantém acordo ou tradição nas relações bilaterais têm sido expressivos este ano. No segmento de automóveis e comerciais leves, alta de 73% nos negócios com o México, de 66% com o Peru e 64% com o Chile. Em caminhões, acréscimos de 116% para o México, 84% para o Paraguai e 48% para a África do Sul. Em ônibus, destaque para a Venezuela – expansão de 29%.

Apesar do bom desempenho nas exportações de veículos a receita do setor nessa área ainda registra queda este ano por causa, principalmente, do mix de produtos exportados, segundo análise do presidente da Anfavea. É que enquanto as exportações de veículos cresceram 16,9% em número de unidades, as de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram 28,1% – apenas 8,5 mil unidades este ano ante 11,9 mil nos primeiros dez meses de 2014.
No total dos dez primeiros meses foram exportados US$ 8,8 bilhões, 10,5% a menos do que o obtido no mesmo período do ano passado. A receita no segmento de veículos teve pequena queda de 1,5% – US$ 7,3 bilhões contra US$ 7,4 bilhões dos primeiros dez meses de 2014 -, enquanto a relativa às máquinas agrícolas e rodoviárias decresceu 38,9%, de US$ 2,4 bilhões para US$ 1,4 bilhão.

Notícias Relacionadas
Últimas notícias